quinta-feira, 3 de maio de 2012

Convite

            CONVITE

A ACADEMIA SUL-BRASILEIRA DE LETRAS
sentir-se-á honrada com a presença de V.Sª
e família para a solenidade comemorativa de
seu 42º aniversário a realizar-se no próximo
dia 09 de maio, às vinte horas, na APUFPEL, rua
Gonçalves Chaves, nº 966, constando da seguinte
programação:

1. Palavras alusivas à data
2.Comemoração do centenário do decano
desta Academia, JOSÉ ANÉLIO SARAIVA.
3.Concessão de diploma de Acadêmico
Honorário a LUIZ ANTÔNIO HUGO DE ZORZI
DALLA ROSA.
4. Encerramento da solenidade.
5. Momento artístico
6. Brinde aos aniversariantes.

Olga Maria Dias Ferreira

Presidente

terça-feira, 24 de abril de 2012

Poesia- Recompensa



       Por tudo que tens sido em minha vida,
            bafejos de luz e manso torpor,
           na mais bela imagem apetecida
     a invadir-me a mente em tão puro ardor...

        Por teus carinhos, em bela acolhida,
        por teu silêncio, acerca deste amor,
        ao entenderes minha alma seduzida
           ao tom de teu olhar alentador...

    Nos sonhos meus, evocação constante
       nas horas tristes, mote esfuziante,
     em pleno outono, pleno de energia...

       Na vida intensa, alegre, cintilante,
  como recompensa, ... Meu Doce Amante,
    nada menos que o Céu... eu te daria!

Olga Maria Dias Ferreira
Membro da ASBL-cad.27
LANDELL DE MOURA

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pitangas de Páscoa

      A festa da Imaculada Conceição (8 de dezembro) é tempo de pitangas em Piratini. Pitangas doces da beira dos riachos, no fundo dos campos. Tempos para namoros. Pretexto para caminhar e brincar.
      No Laranjal, porém, no passeio da rua e no jardim, a pitanga floresce e amadurece o ano todo. Várias floradas para festa das crianças e dos passarinhos.
      Hoje, 8 de abril, domingo de Páscoa, 9 horas, no sol cálido de outono que libera as crianças do friozinho da noite, lá vem Ana (6) e Juliana (4) em suas bibicletas cor de rosa. O olhar solícito da mãe acompanha-as desde a porta de sua casa até baterem no portão da casa do vô. E vêm correndo, bicicletas atiradas no pátio, com abraços e beijos para que o vô não lembre com tanta saudade da vó que se foi há duas semanas. E chegam convidando a Lica para apanhar pitangas.
      Dez minutos e estão sentadas, dois copos grandes de pitangas lavadas e frescas:
      - Olha essas pretas graúdas, vô, têm um azedinho doce tão bom... essas rosadas, são menores mas mais doces.
      Eu olho a ternura infinita daquelas duas netas, de olhos vivos, mais vivos que a vida, e pergunto:
      - Por que vocês trouxeram essas deliciosas pitangas para o vô?
      - Porque sim, ueh... pra dar pra ti. A gente gosta de ti.
      - Então vocês me dão, por nada? Porque sim? Que bom!... Vocês sabem, isto é o mais bonito da vida. Dar as coisas por nada, porque sim, porque gosta... Uma vez eu pensava: por que Deus fez o mundo e as pessoas? E descobri que era por isso: porque sim, por nada, porque gosta, de graça, pra fazer acontecer a alegria no coração da gente... O vô fica feliz porque na festa da Páscoa vocês trouxeram pitangas coloridas e gostosas... Que jeito bonito vocês encontraram para dizer: eu te quero bem.
      Uns minutos de filosofia e depois, beijos e traquinagens.
      O bando de priminhos chega e a casa se enche de música, de imaginações, de "eu era o homem aranha... eu... o Bem Dez...a Rapunzel..." E até pequenos choros do tombo do correr demais..." mas não foi nada"...
      Quando eles se vão e o silêncio da noite toma conta da casa, os risos, os beijos, a festa povoam cada canto. Não sei porque, mas a casa ri. E a lua cheia guarda no horizonte a esperança de um novo dia.
      Para além dos ovinhos e coelhos, a Páscoa traz pitangas coloridas e frescas como o olhar de uma criança.
      A Academia Sul-Brasileira de Letras, convidando você, caro leitor, para a posse de Inalva Nunes Fróes que acontecerá às 20 horas de amanhã, no salão San Sebastian, na estrada do Laranjal, lembra que é tempo de Páscoa, tempo de pitangas saborosas e coloridas, tempo da gratuidade do viver, do conviver e do conversar: tempo de literatura.
Jandir João Zanotelli (da coluna do Diário da Manhã, 19/04/12)

domingo, 18 de março de 2012

III JOGOS FLORAIS DE CAXIAS DO SUL


Os III Jogos Florais de Caxias do Sul, que tiveram o apoio da Prefeitura Municipal daquela cidade, aconteceram paralelamente aos 80 anos da Festa da Uva e aos 50 anos da Academia Caxiense de Letras. Promovidos pela União Brasileira de Trovadores/seção Caxias do Sul e pela Academia Caxiense de Letras, realizaram-se de 24 a 26 de fevereiro de 2012.

Trovadores de várias partes do Brasil, assim como do exterior, foram recebidos com fidalguia e amizade, num ambiente em que se celebrava a arte, sob a forma de trovas, poesias, contos e crônicas.

A ótima organização do evento proporcionou aos presentes uma recepção perfeita, que incluiu, entre outras atividades, uma visita à Festa da Uva, passeios turísticos (Igreja de São Pelegrino, Museu Municipal de Caxias do Sul), almoço típico em uma cantina, além do momento artístico em que todos confraternizaram no restaurante do hotel.

Na sexta-feira à noite (24/02), na Câmara Municipal de Caxias do Sul, houve a solenidade de escolha da Rainha das Musas, assim como homenagens e premiação aos classificados nos III Jogos Florais de 2012. Seguiu-se um coquetel oferecido pela União Brasileira de Trovadores e Academia Caxiense de Letras.

Entre os classificados, destacaram-se dois nomes de Pelotas: Olga Maria Dias Ferreira e Wilma Mello Cavalheiro, respectivamente presidente e secretária da Academia Sul-Brasileira de Letras, a qual foi representada no evento por sua vice-presidente, Maria Beatriz Costa Mecking.

No concurso de trovas, cujo tema era Cor (es), Wilma recebeu Menção Honrosa com a seguinte trova:

“Na ternura desta hora
queria ter o direito
de colher a cor da aurora
para enfeitar nosso leito.”

               Menção Especial, igualmente em âmbito estadual, foi outorgada à trova de Olga:

“Por este vale encantado,
de uvas, luzes e cores,
descortina-se um passado
de sonho e grandes amores.”

As duas trovadoras de Pelotas classificaram-se também na categoria poema: Olga Maria Dias Ferreira foi a vencedora do concurso em nível estadual, ao passo que Wilma Mello Cavalheiro conquistou Menção Especial.

Tanto os prêmios referentes à trova, como os atribuídos aos poemas, foram recebidos pela representante da Academia Sul-Brasileira de Letras, que só lastimou não ter podido permanecer para os eventos programados para domingo, dia do encerramento do encontro: celebração da Missa em Trovas, na Igreja São Leonardo Murialdo e almoço de confraternização, com Concurso de Trova/Relâmpago. Para as 16 h, estava previsto o final do evento, com as despedidas. Até o próximo encontro!

domingo, 11 de março de 2012

José Anélio Saraiva completa cem anos

      Um homem simples, de múltiplas realizações, variadas amizades e de tanta história que cem anos até parecem pouco. José Anélio Saraiva, o homem que defende a existência de petróleo na Bacia de Pelotas, completa um século de vida segunda-feira, dia 12. Nascido em 1912, veio ao mundo antes mesmo de o Titanic afundar. E agora, com o interesse da Petrobras na região, poderá ver seu sonho realizado.

       Saraiva foi vereador em Pelotas por 20 anos, atuando em cinco legislaturas. Foi convidado para representar o município no Congresso Nacional de Defesa do Petróleo, em abril de 1955 no Rio de Janeiro. Lá, apresentou um relatório sobre a potencialidade do mar gaúcho. Foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Geologia e Geofísica. Estudou mineralogia em Buenos Aires e acompanhou engenheiros em variados trabalhos, função que lhe conferiu conhecimentos sobre as entranhas da Terra. Conviveu com Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek.
Foi subprefeito do Laranjal de 1977 a 1983. Também foi Conselheiro Hidroviário do Estado por três governos. Foi peão de granja, marinheiro e sindicalista. O tradicionalismo também é uma de suas paixões. Saraiva fundou o CTG Thomaz Luiz Osório e foi um dos fundadores do CTG Domingos de Almeida e do Piquete Ponta Alegre, em Arroio Grande.

       Dentre os 64 diplomas e certificados que possui, alguns estão estampados em uma das paredes de sua residência, no bairro Fátima. Lá, estão o primeiro lugar no Concurso de Trovas do Rio Grande do Sul, em 1971, e também no Concurso Nacional de Poesias, em 1985. É autor de uma série de 35 capítulos sobre a possibilidade de petróleo no Sul, publicada em jornal, além de seis livros.

       É membro da Academia Pelotense de Letras, da Academia Sul Brasileira de Letras, do Centro Literário Pelotense e da Casa do Poeta. Mas, dentre os atrativos da literatura, cita O poço do Visconde, de Monteiro Lobato. Qualquer semelhança é mera coincidência? No livro, que tem como pano de fundo o petróleo no Brasil, o personagem descobre um poço no Sítio do Picapau Amarelo.

       Filho de mãe uruguaia criada em Pelotas como brasileira, Saraiva deveria ter nascido na Rua das Traíras, no Areal. Porém, a mãe foi visitar a sogra, em Lavras do Sul, durante a gravidez e foi lá naquela terra que nasceu o centenário. Veio a Pelotas com cerca de cinco dias de vida. Não imaginava que chegaria a uma idade tão longeva.

       O segredo para viver tanto, explicou, é muito trabalho. “Nunca parei”, revelou. Não fuma e não bebe. Tem horário para dormir e acordar. Na mesa, não pode faltar arroz, feijão e massa. Pai de um casal de filhos - além de três que ajudou a criar -, avô de cinco netos e bisavô de quatro bisnetos, ele brinca, bem-humorado, que poderá, quem sabe, ter o privilégio de conhecer um tataraneto.
(fonte: Diário Popular 11/03/2012)